À medida que a 2ª temporada de Mythic Quest avança para a meia temporada, a história de fundo do personagem mais excêntrico da série original da Apple TV +, C.W. Longbottom, é finalmente revelada na íntegra. Quando o jovem aspirante a escritor de ficção científica chega a Los Angeles na década de 70, C.W. estabelece uma relação de colaboração com os escritores emergentes A.E. Goldsmith e Peter Cromwell. Goldsmith é interpretada por Shelley Hennig de Teen Wolf e sua personagem desempenha um papel vital na evolução de C.W. de uma sonhadora para a arrogante redatora principal do MMORPG Mythic Quest.

Em uma entrevista exclusiva com o CBR, Hennig falou sobre como trabalhar para imbuir mais de si mesma e decisões criativas na criação de A.E. Goldsmith, encontrando empatia na época dominada pelos homens dos anos 1970 e interpretando seus parceiros de cena Josh Brener e Michael Cassidy.

Como surgiu a oportunidade de interpretar A.E. Goldsmith?
Veio na forma de um e-mail do meu representante! A descrição que tive para A.E. foi Velma, do Scooby-Doo com Virginia Slim – vou presumir que foi [o escritor do episódio]Craig Mazin quem escreveu essa parte – e no minuto em que li, soube exatamente o que queria fazer. Isso me contou tudo, por algum motivo, e eu simplesmente fiz!

Até aquele ponto, houve alguma fala ou orientação específica que ajudou em seu desempenho?
Era mais sobre a dinâmica entre ela, Carl e Peter. Era sobre o lugar dela naquele tripé e era sobre a colaboração entre os três e isso me lembrou da escola de atuação. Eu tinha 18 anos quando estava no NYC e você realmente confia em seus colegas e me lembro de tentar descobrir que música estaria no fundo de nossa final de Shakespeare – era Toxic de Britney Spears ou …Baby One More Time – levamos isso tão a sério e passamos horas discutindo e explicando por que pensávamos que deveria ser isso ou aquilo.
Por alguma razão, a atenção que A.E. deu aos seus escritos me levou pessoalmente a esse lugar e é de onde eu vim e de onde trouxe minha paixão pessoal por atuar. Eu sou meio geek em atuação, então trouxe isso para A.E. como escritora de ficção científica, sobre o qual eu não sabia nada! [Risos] Foi divertido mergulhar naquele mundo, de verdade, e agora sinto que faço parte do clube.

Sendo este um episódio de época, como foi se inclinar para as possibilidades de Mad Men do cenário para encontrar sua performance?
Eles construíram cenários especiais para este episódio, que eram tão exuberantes e que o tornam mais fácil desde o início. Além disso, o departamento de figurino, cabelo e maquiagem … Nunca fiquei tão maravilhada; isso realmente ajudou. Eu usei óculos no meu teste, eu tinha essas armações vintage que [o diretor do episódio e co-criador da série]Rob McElhenney me perguntou no set se eu queria usá-los como A.E. Isso é o que é tão legal sobre Rob: ele não queria realmente mudar muito do que ele viu comigo na audição. Obviamente, estou trabalhando com verdadeiros artistas em figurino, cabelo e maquiagem e eles elevaram tudo e me senti muito transformada. Na verdade, nunca me diverti tanto interpretando um personagem.

Como foi trabalhar com Josh Brener e Michael Cassidy como seus parceiros de cena enquanto o episódio mostra A.E. no tempo?
Tudo que eu tive que fazer foi olhar para eles e eu sabia exatamente onde deveria estar. Não estou apenas dizendo isso: eles são artistas irreais e parecia um tripé. Todos nós apenas geeks juntos e tudo deu certo. Rob sabe o que está fazendo e nos colocou lá e deu certo. Jogamos, as coisas mudaram e se moveram, coisas foram adicionadas e retiradas e nós seguimos em frente. Josh tem um monólogo de duas páginas e eu pessoalmente mal podia esperar por esse dia e Michael e eu o observamos maravilhados. Para mim, parecia que ele estava dançando uma maldita dança e eu estava hipnotizada. Estou muito inspirada por ambos e adoro a dinâmica entre os três e foi realmente comovente.

Quais são algumas coisas que você gostaria de manter para A.E. conforme a vemos com o passar do tempo?
O que é interessante é que a última cena [onde]vemos os três juntos é na verdade a primeira coisa que filmamos e isso foi estressante, começar no final. Rob realmente trabalhou conosco nisso e algo que Rob viu de mim, que ele queria capitalizar ou explorar, foi que eu continuei torcendo meu nariz porque os óculos caiam porque eles realmente são esses tipos de óculos pesados. [Risos] Ele amou isso para A.E., apontou e me pediu para fazê-lo novamente, e isso foi informação suficiente para eu saber que era seguro jogar A.E. como uma parte elegante e a outra parte que simplesmente derrete quando as coisas ficam emocionantes e ela pode ser geek. Isso é algo que posso relacionar pessoalmente e Rob e eu conversamos sobre e ele me encorajou a ir mais longe. Acho que parte da fisicalidade que acontece, aconteceu por causa daquela conversa que tivemos.
Estou empolgada com isso e, na dúvida, estava com isso no bolso de trás; isso e empatia. A empatia foi grande para mim com essa personagem, para poder estar nessa dinâmica. Você estava falando antes sobre ser um episódio de época e aqui está uma mulher nos anos 70 tentando se tornar uma escritora de ficção científica e não havia muitos deles. É mencionado em uma das cenas, a maneira como as mulheres são tratadas, e você poderia interpretar isso como sendo desagradável de volta, mas isso não é A.E. Ela realmente sente pena de Carl que ele tenha ido lá. Isso era algo que eu estava animada para interpretar e Rob frizou isso. Ele não viu dessa forma inicialmente porque queria que A.E. lutasse por si mesma, mas ambos pensamos que ela estava sempre disposta a colocar seu próprio ego de lado e você tem que ser uma pessoa realmente empática para ser capaz de fazer isso. Foi algo que eu não tinha encenado muito antes, então foi muito, muito divertido e desafiador.

Conversei com vários escritores e produtores da série e eles sempre parecem abertos às sugestões do elenco. Além daquele senso de empatia e contração do nariz, houve alguma outra coisa que você forjou em sua performance enquanto trabalhava com Rob?
Fizemos a cena da bebida depois, é o segundo dia, e só a segunda cena que estive como A.E., depois da última parte como A.E. e agora estou fazendo uma cena de bêbada. Ainda havia mais para descobrir e estou fazendo a passage, depois que sairmos para o bar, após nosso primeiro dia de trabalho juntos. Shelley, quando está bêbada, pode ser muito física e chegar nas pessoas e deixá-las saber que está com você quando você está vibrando. [Risos.] Isso estava saindo e eu lembro que Rob me puxou de lado entre as pausas e disse, “Eu tenho uma ideia. Acho que A.E. é alguém que permite que as pessoas venham até ela.” Em primeiro lugar, fiquei com vergonha de não ter pensado nisso e de não ter interpretado aquilo e agradeci a ele e isso realmente deu o tom para mim com A.E. e me ajudou a ficar ainda mais fundamentado naquele espaço. Essa foi uma nota muito importante que Rob me deu.

Mesmo que esta seja uma aparição única como A.E., do que você realmente tem orgulho de poder fazer parte de Mythic Quest?
Fiquei feliz por fazer parte disso. Eu estava tão envolvida no enredo – estou suando agora e isso é realmente uma prova de como me sinto sobre a série como um todo. É tão legal fazer parte da história de C.W. F. Murray Abraham é um ator tão brilhante e fazer parte de algo que ele traz à vida, simplesmente faz eu me sentir humilde e maravilhada!

Matéria | Tradução e adaptação: Equipe Shelley Hennig Brasil



Shelley Hennig estrelou em um episódio solo da série Mythic Quest, da Apple Tv+. O episódio 2×06 conta a história de C.W., ou Carl, um escritor que está tentando, a todo custo, emplacar seu primeiro grande lançamento. Shelley interpreta a personagem Anne Goldsmith, também conhecida como A.E., uma mulher forte e inteligente que se destaca em meio a um local de trabalho cheio de testosterona.   

Hoje, 04 de junho, Shelley concedeu uma entrevista para Forbes para falar sobre o episódio, a série, sua personagem e como foi trabalhar no meio de uma pandemia. Confira a tradução da matéria: 

Veja como a segunda temporada de “Mythic Quest” deu início ao período dos anos 70 no meio de uma pandemia

Fazer um live-action em um programa de TV é difícil, mesmo nos melhores momentos. Adicione um período diferente de tempo e uma crise global de saúde, e essa tarefa se torna infinitamente mais difícil. Eu não diria tão rápido que é impossível pois Mythic Quest conseguiu ter um êxito incrível no sexto episódio que desafia os limites da segunda temporada da série. 

Escrito por Craig Mazin (Se beber, não case; Chernobyl) e dirigido pelo co-criador da série Rob McElhenney (também um produtor executivo e parte do elenco), “Backstory!” leva seus telespectadores de volta para 1972 quando o jovem Carl “C.W.” Longbottom (Josh Brener de Silicon Valley) começa a trabalhar como um modesto redator em uma revista de ficção científica em Los Angeles. 

Querendo um dia seguir os passos de grandes escritores (Isaac Asimov, Ray Bradbury e Ursula K. Le Guin), C.W. faz amizade com seus colegas editores – Peter Cromwell (Michael Cassidy de Army of the Dead) e Anne “A.E.” Goldsmith (Shelley Hennig de Teen Wolf) – e segue por um caminho que o leva a sua famosa vitória do prêmio Nebula. 

Em conjunto com a paleta de cores terrosas escolhidas pelo designer de produção Valdar Wilt e com as escolhas de moda certeiras da figurinista Sabrina Rosen (de colares grandes à óculos), a incrível cinematografia feita por Mike Berlucchi e Marc Carter lembra a obscura nostalgia de Zodíaco de David Fincher. 

“Parecia que estávamos filmando um filme. Essa foi a abordagem de Rob e foi um pouco intensa no melhor sentido,” Hennig lembra durante uma entrevista pelo celular com a Forbes Entertainment. “É um presente sem data de validade. Como ator, você – às vezes – é o último a saber das coisas, [mas]Rob foi o tipo de diretor que deixa você saber de tudo, antes mesmo de você chegar no set e isso foi um presente.” 

“De vez em quando, você acaba achando um trabalho que gosta, ‘Espera, espera, espera – Eu quero que esse seja meu trabalho para sempre. Eu não quero deixar esse trabalho nunca mais. Não me faça abandonar isso,’” diz Brener. “Esse foi, realmente, o sentimento com Mythic Quest.” 

“AVISO! Os próximos parágrafos contém spoilers do sexto episódio da segunda temporada de Mythic Quest!”

“Nós tivemos um sucesso incrível com um episódio solo na primeira temporada e pensamos, “Bem, vamos fazer outro desses – apenas porque é divertido para experimentar e fazer coisas diferentes,” explicou McElhenney quando perguntado como o episódio foi criado. “Mas nós pensamos que invés de pegar dois personagens que não conhecíamos – ou que estivesse relacionado ao nosso elenco e série de maneira breve – talvez devêssemos pegar alguém que é um personagem principal no elenco e olhar para sua história de fundo.” 

C.W. é obcecado com histórias de fundo. Nós não sabíamos boa parte do seu passado e queríamos ir por esse caminho,” adiciona a co-criadora/produtora executiva, Megan Ganz. “Nós apenas começamos a inventar esta ideia de ver suas origens humildes [e]como ele chegou no lugar que está hoje.”

“Nós sentimos que era importante explorar a história de C.W. porque ele é o rei de histórias de fundo,” disse a produtora executiva Danielle Kreinik (também Chefe de Desenvolvimento de Televisão da Ubisoft Film & Television). “A ideia de que ele viu o futuro da narrativa em um vídeo game feito apenas com algumas linhas e um quadrado era atraente. Ser capaz de assistir C.W. transformar-se de uma criança de interior apaixonada por sci-fi, para um escritor bem sucedido, para um mestre de churrasqueira, e, então, para o criador de histórias de Mythic Quest é uma jornada comovente de testemunhar.”   

Hennig compara a atuação de Brener como C.W. a assistir uma performance de ballet profissional: “Eu fiquei muito inspirada pela turbulência interna que Josh trouxe para o personagem. Ele era assustador. Ele praticamente dançou e flutuou na água em frente aos meus olhos. Eu estava muito admirada com ele.” 

Já sobre a produção em si, as filmagens de “Backstory” ocorreram em Los Angeles durante um dos meses de pico da pandemia em Novembro. 

“Eu acho que levou dois meses e meio,” contou Hennig sobre as gravações, qual, em tempos normais, duraria uma semana ou um pouco mais. “A gente começava, e então parava. Que Deus abençoe a equipe e produção – Eu não consigo imaginar com o que eles estavam lidando, mas eu estava pronta para a jornada. Eu estava tipo, ‘Qualquer coisa que vocês quiserem’… Fazer isso no meio de uma pandemia, eu acho que é algo que eu definitivamente nunca vou esquecer.”

“Eu me senti mais seguro no trabalho do que em qualquer outro lugar na cidade porque os protocolos de testagem eram muito rigorosos,” adicionou Brener. “Nós éramos testados todos os dias e mesmo assim todo mundo sempre estava de máscara, protetor facial, óculos e luvas. Apenas nos fazia sentir que todos estávamos cuidando um dos outros e parecia um lugar totalmente seguro.” 

A vantagem do prolongamento das gravações era que Brener, Hennig e Cassidy tiveram mais tempo para criar um sentimento genuíno de camaradagem. Por causa do amor deles por sci-fi, o trio de personagens formaram um “Tripod” ( uma referência às terríveis máquinas de guerra de três pernas usadas pelos invasores marcianos na Guerra dos Mundos de H.G. Wells). 

“Eu falei com Rob antes de irmos ao set… Eu me senti tão sortuda [porque]isso não acontece com frequência,” disse Hennig. “Rob e eu conversamos muito sobre a A.E e o Tripod. Muito do que estava por vir era a dinâmica de uma mulher nos anos 70… Eu acho que A.E. é a personagem mais empática que eu já interpretei… Eu estava muito animada para interpretar alguém que é tão segura de si, ela consegue lidar com todos aqueles egos masculinos em sua volta e ela faz isso lindamente e sem hesitar.”

“Nós, realmente, conseguimos conhecer um ao outro bem durante esse tempo,” Brener continua. “Eu acho que também foi porque estávamos no meio de uma pandemia, nós éramos meio que as únicas pessoas que estávamos vendo além daqueles que vemos em casa, então queríamos apenas conversar e nos conectar com outros seres humanos.” 

“Eu sinto como se não tivesse limites para o que eles fazem [se referindo a Mazin e McElhenney], e é por isso que tem sido tão incrível trabalhar com eles,” contou Hennig

No fim do episódio, torna- se bastante claro que o primeiro prémio Nebula de C.W. não foi ganho pelos seu incrível esforço. O sucesso de sua primeira novela não foi por causa de sua própria criatividade, mas por causa de uma longa reescrita, cortesia de Isaac Asimov

Anne (A.E.) parece ser a única a perceber a verdade, e dá a Carl uma chance de falar a verdade logo depois da cerimônia de entrega do prêmio Nebula. Alerta de spoiler: ele não fala a verdade e continua a perder fama até que sua carreira fracassa e ele é forçado a vender frango assado numa feira renascentista. Algum dia ele irá admitir a verdade? 

“Não. Nunca. Eu acho que Josh interpretou isso de maneira incrível,” Hennig explicou. “E então a pausa dramática e estranha…  Rob disse, ‘Apenas deixe tudo acontecer lentamente…’ Ele queria que tudo fosse, realmente, devagar e nunca uma correria. Eu fico arrepiada quando chega naquela parte que eu meio que chamo atenção dele… Na minha opinião, o que Josh fez naquela cena mostra que ele nunca, nunquinha, jamais irá [admitir a verdade]. E o que eu sei sobre C.W., apenas assistindo a série, eu realmente acho isso. Mas o que eu sei? Eu não escrevo a série. Mas para mim, eu esperaria que ele nunca contasse. Eu gosto que as pessoas sejam consistentes.”



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